Reacções...

... (tenho de aproveitar a escrever a palavra reacções com dois "C", pois quando chegar o acordo ortográfico...). Penso que, em tudo, ou quase tudo na vida, as reacções, as primeiras reacções das pessoas são fundamentais: à convocatória para a selecção; ao pedido de casamento; à notícia da gravidez; à primeira palavra do bebé, sei lá...
O mesmo se passa em relação aos bolos, uma vez que a primeira reacção, normalmente, demonstra o impacto positivo (ou negativo) que a obra final teve. Para variar, as crianças são as mais genuínas: se gostam, gritam, dizem UAU, dizem que querem um igual. Os adultos são mais contidos, havendo diferenças efectivas entre homens e mulheres. Enquanto os primeiros pouco se manifestam ou fazem ligeiros comentários, as segundas mostram ser, sem sombra de dúvida, mais efusivas e opinativas.
Desta forma, o primeiro indicador do valor do nosso trabalho é o sentimento que este provoca e que se reflecte numa expressão, a qual nos vai, ao longo do tempo, dar ânimo para continuar e melhorar cada vez mais.

Cobaias...

... para qualquer experiência são, efectivamente, necessárias. Assim, e como boa cientista que tento ser, arranjei um leque relativamente alargado de cobaias para as minhas experiências com novas ideias e técnicas para os bolos. Pinguins, galinhas, sereias, skates, Cinderelas, Belas Adormecidas foram todos "crash test dummies" do motor da minha imaginação e das minhas mãos.
A última ideia, que me "perseguia" há uns tempos, era fazer amores-perfeitos (flores favoritas do pai da Patrícia e da Ana), cheios de cor, cheios de romantismo. O dia 30 de Maio assinala o aniversário de mais uma cobaia: a minha irmã do meio. Aproveitei a oportunidade única para moldar umas pétalas e pintar uns sombreados de forma a criar uma ramalhete vistoso, todavia suave, para um bolo que ainda não acabou de cozer. Espero que a imagem mental que guardo venha a concretizar-se na tela de massa de açúcar, porém, acima de tudo, espero que ela goste da surpresa (se ela não ler isto antes de lhe levar o bolo pronto!!!).

Um bolo atribulado...

Todos os dias aprendemos e fazêmo-lo, principalmente, com as experiências menos boas, todavia, a vida é assim mesmo: nem sempre um mar de rosas. Passo a explicar. O bolo hoje colocado no blogue "Recordar a Comunhão" está envolto numa história incrível: depois de verem o blogue, uns primos da Terceira expressaram a vontade de ser eu a fazer o bolo da 1ª Comunhão do filho, o Afonso. Perante esta sugestão, limitei-me a rir, pensando tratar-se de brincadeira, visto que... vivo em São Miguel! Mas não, era mesmo verdade. Com tudo tratado, o pai tinha de vir a São Miguel e aproveitou para levar o dito bolo. Ideia engendrada a meu critério, fiz questão da minha oferta ao miúdo ficar a rigor.
Combinámos tudo: embalagem própria para levar o bolo, base para o bolo do tamanho certo trazidas pelo pai e o bolo por minha conta.
1º Problema: o pai esqueceu-se da base/prato para o bolo.
2º Problema: arranjar em minha casa uma base adequada e com o tamanho certo para a embalagem. Solução: encontrei um tabuleiro de madeira com um vidro de protecção que era exactamente do tamanho exacto (desculpem a redundância!) da embalagem. Alertado para o risco do vidro ser demasiado fino para aquele propósito, o pai assentiu.
3º Problema: a meio da decoração do bolo... faltou o corante dourado (que deveria ser mais do que suficiente)! Solução: comprar corante em Ponta Delgada logo de manhã para acabar o bolo até às 13h30, porque o Paulo teria de estar no aeroporto às 14h00 para apanhar o avião de regresso à Terceira. Bolo acabado a tempo (com muito stress à mistura)= alívio!
Claro que esperei umas horas para saber a reacção da mãe e do miúdo ao bolo. Quando, finalmente, telefonaram, 4º Problema: o bolo caiu a sair do aeroporto das Lajes! O meu coração parou por breves instantes. Senti aquele calor que nos percorre desde os pés acima e nos queima a face... Com aquela calma, o pai só poderia estar a brincar, porém, não estava, o bolo tinha caído MESMO. Salvação: uma tábua de madeira que o meu marido tanto insistiu que servisse de base à embalagem, sendo anexada a esta com fita cola. Assim, a dita tábua funcionou de prancha de surf quando o bolo, com o embater do carrinho num degrau, deslizou pelas malas abaixo até cair no fundo do carrinho de bagagem. "Meu Deus, e o bolo?" perguntei eu. "Está intacto!" Nem quis acreditar.
Definitivamente, quando o que fazemos é de boa vontade e coração, não há contratempo que derrube a nossa obra. A comunhão correu bem, o Afonso foi abençoado e gostou muito do bolo da prima Raquel, ainda bem.

Consegui tempo

para, finalmente, colocar a maioria dos bolos que faltavam - que me desculpem a Inês, o Matias, a Laurinha e a Constança - e os últimos confeccionados: o Faísca MacQueen e a Hello Kitty Primaveril. Se a Kitty era um projecto que já tinha concretizado, o desportivo vermelho foi um "challenge" (às vezes, o Inglês traduz a ideia certa) ao qual me aventurei. Depois duma corrida louca, acho que consegui o objectivo. Valeu a pena, pois, mais uma vez, aprendi com o desconhecido. Foi giro!

A Semente




Se houvesse uma semente
Que eu pudesse semear
Eu fazia um canteiro
No melhor do meu jardim
Protegia-o da geada
Dava-lhe o sol a beijar
Tratava do meu canteiro
Como se fosse de mim

E se a flor tivesse as cores
E os reflexos da tua voz
Se tivesse o mesmo cheiro
E o porte que já te vi
Acreditas que eu teria
Plantada no meu jardim
Pintada na minha alma
Se não te posso ter-te a ti

Se houvesse uma semente
Que eu pudesse semear
Eu fazia um canteiro
No melhor do meu jardim
Protegia-o da geada
Dava-lhe o sol a beijar
Tratava do meu canteiro
Como se fosse de mim

E se a flor tivesse as cores
E os reflexos da tua voz
Se tivesse o mesmo cheiro
E o porte que já te vi
Acreditas que eu teria
Plantada no meu jardim
Pintada na minha alma
Se não te posso ter-te a ti


Luís Portugal


Pois é, se o mundo inteiro semeasse...

flores,

amores,

cores,

paixão,

ilusão e

comunicação,

O mundo inteiro seria um arco-íris perfumado.

Entretanto, plantemos uma semente de esperança e imaginação

No melhor dos nossos jardins

Para que a alma das crianças possa crescer na ilusão de um mundo

efectivamente... melhor!

Lembrei-me...

Em conversa, lembrei-me que, realmente, as crianças não só são sempre honestas, mas também as nossas melhores juízes, daí que recorro constantemente às que me estão próximas para opinarem acerca dos meus trabalhos (mesmo correndo o risco de ouvir o que não esperaria). A título de exemplo da tão cruel honestidade infantil, recordo duas situações caricatas relacionadas com bolos. A primeira passou-se com o meu sobrinho João - a propósito do bolo do Dia de Surf . Depois da insistência extrema para lhe fazer o referido bolo, eu fiz-lhe a vontade. Todavia, assim que o viu, exclamou instantaneamente: "Ó tia, está muito lindo, mas precisava de muitos mais pinguins!" Mal agradecido! Após aquela tentativa que resultou numa autêntica conquista para mim, ele ainda veio cobrar. A outra circunstância teve a ver com a minha filha e o bolo do Mickey (o qual ainda não coloquei aqui). Sendo esta personagem tão conhecida e acarinhada por miúdos e graúdos, tive a preocupação de me esmerar a tentar moldá-lo. Então, e como habitual, mal acabei de fazer a cabeça do boneco, fui à sala mostrá-la à minha filha para saber a sua opinião. Ela, fazendo uma careta, respondeu tão doce e eufemisticamente: "Está um bocadinho feínha! Mas é só um bocadinho." Fui fazer outra. É por isto que continuo a pedir-lhes opinião.

Desculpem a simplicidade

Depois de uns dias sem "trabalhar" aqui, decidi introduzir mais alguns trabalhos. Desculpem a actual simplicidade, todavia, espero conseguir, em breve, ajuda para melhorar o grafismo do blogue. Por enquanto, vou fazendo o que posso.